Queda de Cabelo Masculina

A calvície não é um processo agudo de queda repentina dos cabelos. Não se fica "calvo" de um dia para o outro. O que realmente ocorre é a miniaturização progressiva dos fios, ou seja, a transformação de fios grossos (chamados pêlos terminais) em fios finos e cada vez mais curtos (chamados de velus ou penugem). Na evolução do processo de miniaturização, ainda observamos a mesma quantidade de raízes vivas, mas com a geração de fios menores e mais fracos e a visibilidade do couro cabeludo através dos mesmos. Geralmente é nesta fase em que os portadores da calvície percebem que estão com menos cabelos.

A calvície é também chamada de Alopécia Androgenética. Inicia-se na região das têmporas ("entradas") e evolui acometendo toda superfície do couro cabeludo até a coroa (vertex).

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Classificação

 

A calvície masculina é classificada em 7 tipos principais, segundo Hamilton-Norwood. O subtipo A, é classificado quando a calvície evolui na região frontal sem formar uma península de cabelos na região central, e sem acometer a região do vertex ("coroa") simultaneamente.

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O fator genético da calvície

 

A calvície é de transmissão genética autossômica dominante, ou seja, basta somente a presença de um gene, vindo de um dos pais, para o filho manifestar a patologia. Se o pai ou a mãe tem calvície, o filho tem 50% de chance adquirir a mesma. Se ambos os pais tem calvície, a chance aumenta para 75%.

 

Analisando a embriogênese dos cabelos percebe-se que a área que será afetada pela calvície (região frontal, topo e vertex) tem origem em uma determinada região do embrião chamada de crista neural, e que a área que será imune à calvície (laterais da cabeça e nuca) tem origem em uma outra região do embrião chamada de mesoderma. A diferença na origem embrionária entre a área que é afetada pela AAG e a área que é imune, influencia a resposta dos folículos capilares à DHT, ou seja, somente os folículos da região frontal, intermediária e vertex possuem receptores para se ligarem com o hormônio. Como os folículos da região ocipital não possuem receptores para DHT, nunca sofrendo a miniaturização. Isto possibilita o tratamento da calvície de forma definitiva, através do transplante de cabelos.

 

O fator hormonal da calvície

 

Os hormônios sexuais têm um papel importante na alopécia androgenética. A testosterona reage com uma enzima chamada de 5-alfa-reductase tipo II, presente nos folículos, transformando-se em dihidrotestosterona, ou DHT. Sabe-se que os homens tem 40% mais receptores para 5 alfa redutase na região frontal e que possuem 3,5 vezes mais 5 alfa redutase do que as mulheres. Isto explica porque na maioria das vezes a calvície masculina se inicia pela região frontal.

 

A DHT é 5 vezes mais potente que a testosterona, e é ela quem age no folículo capilar levando à miniaturização do fio de cabelo. A Testosterona tem sua produção aumentada com o início da puberdade, por isso que muitos quadros de AAG têm início nesse período. A quantidade de testosterona é igual nos pacientes calvos e não calvos, porém a DHT é maior nos calvos. Não existe aumento de testosterona na corrente sanguínea dos pacientes calvos, o que ocorre é uma sensibilidade dos receptores celulares de certas regiões do couro cabeludo, a DHT nos pacientes que possuem herança genética para a calvície.

 

Diagnóstico

 

O diagnóstico requer um exame clínico cuidadoso do seu médico dermatologista especialista (tricologista). O exame da tricoscopia pode ajudar no diagnóstico dos casos mais difíceis e é fundamental no acompanhamento do tratamento. Em casos duvidosos, uma biópsia do couro cabeludo pode ser realizada.

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